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quarta-feira, 19 de maio de 2010

As Três Experiências

As três experiências - Clarice Linspector

Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. "O amar os outros" é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida . Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.


E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.


Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos. Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.


Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia.


Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera.
***

A minha professora de Língua Portuguesa Instrumental no apresentou esse texto na aula passada e colocou em pauta o questionamento que levou Clarice à escrever este belíssimo texto: Para quê você nasceu?
Vocês já se perguntaram isso? Qual o sentido da sua existência na terra?

Claro que a professora não queria transformar a aula em filosofia, mas esperou de nós uma resposta sucinta. No refinamento da respostas o sumo foi: Ensinar, Aprender e Ajudar.
Resposta sinceras... ou não, eu sei bem o que é pensar no sentido da vida.
Não é Todo dia que você acorda "pensando a vida", mas há momentos marcantes no nosso cotidiano que servem para essa reflexão. Quando aparecerem não os despreze, mas também não foque neles por muito tempo, a perda pode ser maior que o aprendizado adiquirido. Acredite!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ser Designer é...

Olá! Mês de meu aniversário então eu tô pensando muito sobre coisas que são importantes para mim: design, literatura, independencia, conhecimento e mais um monte de coisas.
Pesquisando sobre esses assuntos achei no blog http://design.blog.br/ um post muito legal sobre o que é ser um designer. Pode parecer exagero mais é exatamente assim que acontece:

Ser Designer é...

* ter o despertador avisar a hora de ir dormir, e não a hora de acordar;
* ter uma diéta a base de café, Coca-Cola e RedBull;
* ter fones de ouvidos quase implantados na sua cabeça;
* tomar café da manhã, almoço e janta ao mesmo tempo;
* ter os amigos dizerem “Que bonito isso!” mas não entenderem o conceito;
* refazer um job pois ninguém entendeu o conceito;
* ter mais fotos de coisas do que de sua família;
* saber usar o Photoshop, Illustrator, InDesign e Dreamweaver mas não entender como rodar o Excel;
* comprar revistas de R$ 50 mas não ter tempo de ler;
* não conseguir olhar para qualquer coisa gráfica sem tentar melhorá-la na sua cabeça;
* não conseguir andar pelo shopping sem criticar embalagens de produtos;
* ouvir sua vó lhe apresentar orgulhosamente como “artista” para amigos;
* sua mãe achar que você trabalha com computadores;
* ser confundido como “técnico em informática” pois “você passa muito tempo na frente daquele tal computador”;
* cobrar o cliente constantemente o briefing e materiais para não estourar o cronograma;
* cliente demorar para enviar o briefing e materiais e depois reclamar que você está estourando o cronograma;
* terminar o projeto após 3 meses e 20 rodadas de aprovação para o cliente dizer “não sei…acho que não ficou muito legal”;
* passar metade do projeto convencendo o cliente que você sabe o que está fazendo;
* passar a outra metade do projeto explicando ao cliente que você está cobrando pelo seu conhecimento;
* ter alguém dizer “Meu sobrinho também faz dizáin“. E quando questionado sobre em qual período ele se encontra, escutar um “Tá terminando o Ensino Médio”;
* acordar se sentido um “garoto de programa” pensando em duas coisas: 1) você precisa parar com isso. 2) você precisa cobrar mais caro por isso;
* passar metade da vida falando pra todo mundo que “logomarca” não existe;
* desistir de ensinar a todo mundo que “logomarca” não existe;
* estranhar aquela luz amarela no céu quando você finalmente sai de casa durante o dia;
* ter que explicar a um cliente que uma gráfica não imprime uma imagem JPG com resolução de 72dpi e em RGB para fazer um outdoor;
* ter que explicar ao cliente o que é JPG, dpi, RGB e “cêmique“;
* ter que explicar que Pantone não é aquele pão com frutas cristalizadas que vendem no natal;
* acordar dia após dia, sabendo que essas coisas nunca vão mudar e mesmo assim pensar: “Eu não me vejo fazendo nada melhor na vida. Amo tudo isso”

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Jeans + Converse numa peça só

Um Post muito interessante Jeans + Converse numa peça só
A verdade é que o uniforme de muita gente por aí é calça jeans com All Star. Então o designer Sebastian Errazuriz decidiu unir o que já não se desgruda, assim surgiu a "calça-tênis" aí em cima. Não me parece muito funcional, mas a idéia é mais que original.

Uma calça para o ano todo

O  editor do Fashionindie, Daniel Sayent vai usar durante todo o ano de 2010 o mesmo jeans 501 da Levi's
veja o vídeo onde ele explica o desafio:

sexta-feira, 9 de abril de 2010

'Alice no País das Maravilhas' ganha reedição com ilustrações do artista plástico Luiz Zerbini - O Globo


O artista Luiz Zerbini ilustrou o livro Alice no país das maravilhas para a editora Cosac Naify e não economizou no lúdico e paupável assim como Lewis Carrol quando escreveu o livro.
Veja algumas fotos das ilustrações de Zerbini:

Caso haja interresse na compra o livro a Livraria Cultura oferece o exemplar.                                               

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