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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Os Votos de Sérgio Jockymann



Eu achava que entendia a música do Frejat, mas hoje sei que cada desejo daquele é uma partícula dos desejos que o Sérgio Jockymann descreveu de maneira mais intensa e verdadeira.

Meus desejos para todos vocês (amigos, inimigos e indiferentes), são os mesmo do poeta.

Os Votos


“Pois desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado.
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos e que mesmo maus e inconsequentes sejam corajosos e fiéis.
E que em pelo menos um deles você possa confiar e que confiando não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos, mas na medida exata para que algumas vezes você interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo para que você não se sinta demasiadamente seguro.
Desejo depois que você seja útil, não insubstituivelmente útil, mas razoavelmente útil.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com que os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente.
E que essa tolerância nem se transforme em aplauso nem em permissividade, para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais,
e que sendo maduro não insista em rejuvenescer,
e que sendo velho não se dedique a desesperar.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.
Desejo por sinal que você seja triste, não o ano todo, nem um mês e muito menos uma semana,
mas um dia.
Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, talvez agora mesmo, mas se for impossível amanhã de manhã, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes.
E que estão estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.
E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.
Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão e ouça pelo menos um João-de-barro erguer triunfante seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bom por nada.
Desejo também que você plante uma semente por mais ridículo que seja e acompanhe seu crescimento dia a dia, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano você ponha uma porção dele na sua frente e diga: Isto é meu.
Só para que fique claro quem é o dono de quem.
Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal, não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que essa frugalidade não impeça você de abusar quando o abuso se impor*.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você. Mas que se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.
Desejo por fim que,
sendo mulher, você tenha um bom homem
e que sendo homem tenha uma boa mulher.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez e novamente de agora até o próximo ano acabar.
E que quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda tenham amor pra recomeçar.
E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar”

Fonte: Folha da Tarde – Porto Alegre – 30 de Dezembro de 1978

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Playlist Fim do Mundo



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Sensível, delicado, mas forte...


  
    Até agora a semana só me reservou filmes ótimos: começando com "O Hobbit" (cuja única decepção é o próprio cinema), passando por "Prayer for Bobby" que é como veneno - mata você lentamente - #perfeito, e chegando a "The Perks of Being a Wallflower" que superou minhas expectativas e se mostrou um filme muito sensível ao livro homônimo.


♥ "And in that moment, I swear we were infinite". p.39
♥ "E naquele momento, eu juro... nós eramos infinitos."



♥ " There are children, like Bobby, sitting in your congregations. Unknown to you they will be listening as you echo "amen", and that will soon silence their prayers. Their prayers to God for understanding and acceptance and for your love. But your hatred and fear and ignorance of the word gay will silence those prayers. So, before you echo "amen" in your home and place of worship, think. Think and remember, a child is listening."

♥ "Há crianças, como Bobby, sentados em suas congregações. Desconhecidas de vocês,  eles estarão ouvindo quando vocês disserem "amém", e este amém silenciará suas orações. Suas orações à Deus por entendimento e aceitação e por seu amor. Mas o seu ódio e medo e ignorância da palavra gay silenciará essas preces. Portanto, antes de ecoar seu "amém" em sua casa ou em seu local de culto, pense... Pense e lembre-se que uma criança está ouvindo."


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Miguel Nicolelis: A ciência já superou a ficção científica

Miguel Nicolelis: A ciência já superou a ficção científica

O novo mundo terrível – De acordo com Miguel Nicolelis, a ficção científica atual se vale de uma reciclagem de antigas ideias, empregadas para o “lado negro da força”. O mundo que ela mostra é caótico, à beira da destruição: “É uma realidade de terror. A ciência fornece material para a criação de um mundo pior do que o nosso”, disse ele. Se nos tempos de Asimov e Arthur Clarke a ciência era uma forma de conhecer um universo novo e mágico, hoje ela é vista como “condutora da nossa destruição”.

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