Miguel Nicolelis: A ciência já superou a ficção científica
O novo mundo terrível – De acordo com Miguel Nicolelis, a ficção científica atual se vale de uma reciclagem de antigas ideias, empregadas para o “lado negro da força”. O mundo que ela mostra é caótico, à beira da destruição: “É uma realidade de terror. A ciência fornece material para a criação de um mundo pior do que o nosso”, disse ele. Se nos tempos de Asimov e Arthur Clarke a ciência era uma forma de conhecer um universo novo e mágico, hoje ela é vista como “condutora da nossa destruição”.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
Mãe é mãe em qualquer mídia... Até nos animes
Eu quero ressuscitar o blog com um post em homenagem ao financeiramente fatídico Dia das Mães.
Que o papel materno tem relação direta com a formação do indivíduo, Freud já explicou - como se todo mundo já não soubesse. O que poucas pessoas percebem é como esta afirmação está difundida nas artes, na literatura, no cinema, etc e como toda essa difusão acaba por fortalecer a afirmativa.
Vou usar um exemplo particularmente fácil - e agradável: os animes e mangás.
Nos animes e mangás a presença ou não da figura materna pode determinar todo o curso da estória ou no mínimo render boas análises de comportamento.
O primeiro exemplo é Fullmetal Alchemist.
Mas Fullmetal Alchemist não é um anime/mangá muito difundido nas massas - uma pena - então vamos usar alguns animes/mangás mais populares: Pokemon, Digimon, Narutomon e Dragon Ball...
Brincadeiras à parte, se há algo nestas animações que é comum é a ausência ou pouca participação da figura dos pais.
Em Pokemon Delia, mãe de Ash, simplesmente permite que o filho - que não aparenta ter 15 anos - saia pelo mundo para "coletar" pokemons. O engraçado do universo Pokemon é que a figura paterna de Ash e companheiros nem é mencionada e a figura materna é uma deficiência só.
O parente de Pokemon - Digimon - parece ser melhor resolvido com as questões de família. O grupo de garotos tem uma vida cotidiana normal; escola regular, casa, amigos e pais, mas são transportados para um mundo digital alternativo -como se pudesse existe um mundo digital real - e ficam presos até completar sua "missão". Aí quem assiste pensa: Oh! Os pais estão desesperados à procura dessas crianças! Tente novamente.
O fato é que o criador do anime contornou a situação criando uma passagem de tempo também alternativa. Assim, enquanto no Digimundo se passaram dias, no mundo real o tempo foi contado em minutos. Logo não há preocupação por parte dos pais dos pirralhos.
Resumindo a participação de Naruto neste post, a crianças protagonistas - e mesmo as coadjuvantes - são ensinadas e monitoradas por professores e a presença materna praticamente não existe.
O único momento que consigo lembrar da relevância de uma mãe é na formação do personagem Gaara cuja morte da mãe está diretamente relacionada ao nascimento dele.
Em Dragon Ball Goku não tem uma figura materna e é possível dizer que sua figura paterna é o depravado Mestre Kame e não Bardock, mas nas sequencias da saga Dragon Ball - Z e GT - as mães reinam absolutas em uma maternidade estereotipada.
Goku casa como Chichi e com ela tem dois filhos: Gohan e Goten. Vegeta casa com Bulma e também tem dois filhos: Truncks e Bra. Com a Androide nº18 Kuririn tem uma filha chamada Marron e assim por diante umas quatro geração são mostradas no desenho. É algo que eu gosto muito na saga.
Apesar de todas essas mães, Chichi se destaca pois faz a mãe que é exageradamente protetora e dedicada absolutamente aos filhos que obriga que dediquem-se ao máximo aos estudos, comem regularmente e não entrem confusão.
A lista é infinita visto que as interpretações também são as mais variadas, mas é possível entender só com estes exemplos o quanto nós observamos a maternidade mesmo ela estando no mundo da ficção.
Para finalizar vou deixar uma lista de animes, além dos já citados, para aqueles que tiver a oportunidade de assistir e analisar as mamães dentro do roteiro - mesmo que elas não estejam lá.
O primeiro exemplo é Fullmetal Alchemist.
No início do anime/mangá vemos os irmãos Elric ainda crianças morando com a mãe num lugarzinho bucólico. Os irmãos, influenciados pelo ausente pai, brincam com alquimia, alheios ao sofrimento de sua mãe pela ausência do marido. Logo Trisha adoece e morre. Em desespero Edward resolve usar a "transmutação humana" para ressuscitar a mãe, mas durante o procedimento percebe que a "Lei da troca equivalente" não funciona de maneira literal, pois, mesmo todos os ingredientes químicos que compõem o corpo humano, não podem trazer alguém de volta à VIDA.
Em meio ao procedimento os irmãos Elric terminam por serem mutilados, Alphonse perde todo o corpo e Edward é obrigado a sacrificar um braço e uma perna para prender a alma do irmão numa armadura.
Vou parar de contar a história por aqui.
Do enredo de Fullmetal Alchemist vem a primeira interpretação do amor materno. Trisha mesmo triste e doente se faz necessária aos filhos e tenta ao máximo mantê-los felizes, preservando assim a infância deles. O que ela não percebe é que a carência dos filhos frente a sua figura poderia levá-los - como levou - à atos de consequências terríveis.
É como minha mãe me diz: "agente cria os filhos para 'o mundo', não para nós.".
Mas Fullmetal Alchemist não é um anime/mangá muito difundido nas massas - uma pena - então vamos usar alguns animes/mangás mais populares: Pokemon, Digimon, Narutomon e Dragon Ball...
Brincadeiras à parte, se há algo nestas animações que é comum é a ausência ou pouca participação da figura dos pais.
Em Pokemon Delia, mãe de Ash, simplesmente permite que o filho - que não aparenta ter 15 anos - saia pelo mundo para "coletar" pokemons. O engraçado do universo Pokemon é que a figura paterna de Ash e companheiros nem é mencionada e a figura materna é uma deficiência só.
O parente de Pokemon - Digimon - parece ser melhor resolvido com as questões de família. O grupo de garotos tem uma vida cotidiana normal; escola regular, casa, amigos e pais, mas são transportados para um mundo digital alternativo -
O fato é que o criador do anime contornou a situação criando uma passagem de tempo também alternativa. Assim, enquanto no Digimundo se passaram dias, no mundo real o tempo foi contado em minutos. Logo não há preocupação por parte dos pais dos pirralhos.
Resumindo a participação de Naruto neste post, a crianças protagonistas - e mesmo as coadjuvantes - são ensinadas e monitoradas por professores e a presença materna praticamente não existe.
O único momento que consigo lembrar da relevância de uma mãe é na formação do personagem Gaara cuja morte da mãe está diretamente relacionada ao nascimento dele.
Em Dragon Ball Goku não tem uma figura materna e é possível dizer que sua figura paterna é o depravado Mestre Kame e não Bardock, mas nas sequencias da saga Dragon Ball - Z e GT - as mães reinam absolutas em uma maternidade estereotipada.
Goku casa como Chichi e com ela tem dois filhos: Gohan e Goten. Vegeta casa com Bulma e também tem dois filhos: Truncks e Bra. Com a Androide nº18 Kuririn tem uma filha chamada Marron e assim por diante umas quatro geração são mostradas no desenho. É algo que eu gosto muito na saga.
Apesar de todas essas mães, Chichi se destaca pois faz a mãe que é exageradamente protetora e dedicada absolutamente aos filhos que obriga que dediquem-se ao máximo aos estudos, comem regularmente e não entrem confusão.
A lista é infinita visto que as interpretações também são as mais variadas, mas é possível entender só com estes exemplos o quanto nós observamos a maternidade mesmo ela estando no mundo da ficção.
Para finalizar vou deixar uma lista de animes, além dos já citados, para aqueles que tiver a oportunidade de assistir e analisar as mamães dentro do roteiro - mesmo que elas não estejam lá.
- Neo Genesis Evangelion
- Nana
- Tenchi Muyo
- Sakura Card Captors
- Kuroshitsuj
quinta-feira, 8 de março de 2012
Playlist de mulher para mulher - International Women's Day
Dia importante, mas tô cansada, então vou fazer uma playlist inspirada e espero que inspiradora. Curta as músicas e seja sempre uma mulher de peito!
The Runaways - Cherry Bomb
"Levantem-se agora moças, porque vocês não tem nada a perder"
"A batida estava ficando mais forte. Tocando minha música favorita"
Rita Lee - Pagu
"Porque nem toda feiticeira é corcunda."
Aretha Franklin - Respect
"Tudo que estou pedindo é um pouco de respeito quando você vier pra casa "
Patti LaBelle - Lady Marmalade (Cristina Aguilera, Pink, Mya, Lil' Kim)*
*vídeo escolhido pois não encontrei uma boa versão da própria Patti cantando
"Ele sentou-se no seu quarto enquanto ela se refrescava. O garoto bebeu todo seu vinho magnólia e nos seus lençóis de cetim preto, oh, foi onde ele começou a pirar"
Cássia Eller - Partindo Alto
Cristina Aguilera - Beautiful
Nina Simone - Feeling Good
"Deus me deu pernas compridas e muita malícia"
"Nós somos a música dentro da melodia. Cheia de erros bonitos"
"Oh! A liberdade é minha e eu sei como me sinto"
Lady Gaga - Born this way
"Então levante sua cabeça, garota e você irá longe "
Kelly Clarkson - Since U Be Gone
"Eu estou seguindo em frente. Graças a você agora eu tenho o que eu quero. Desde que você foi embora."
Mart'nália - Cabide
"Vou arrancar sua saia e por no meu cabide, só pra pendurar... Quero ver se tem atitude. Se vai encarar"
Alanis Morissette - Everything
"Eu sou a mulher mais sábia que você já conheceu /Eu sou a alma mais amável com a qual você já teve contato"
"Nunca nunca se sinta menos do que perfeita pra caralho"
Esta playlist pode não ter fim então retorne e veja o que mudou!!!
domingo, 4 de março de 2012
On the road - Jack Kerouac - On the road - Walter Salles
"E percebo que não importa onde eu esteja, seja em um quartinho repleto de idéias ou nesse universo infinito de estrelas e montanhas, tudo está na minha mente. Não há necessidade de solidão. Por isso, ame a vida como ela é e não forme idéias preconcebidas de espécie alguma em sua mente."
Jack Kerouac nasceu em uma família de origem franco-canadense, no dia 12 de março de 1922 com o nome de Jean-louis Lebris de Kerouac. Seu pai possuía uma fábrica de impressão na qual Jack chegou a trabalhar por um tempo. Dedicou-se ao time de futebol do colégio que frequentava em busca de uma bolsa de estudos universitária e assim conseguiu ingressar na Columbia University em New York onde conheceu as pessoas que mudariam sua vida para sempre: Allen Ginsberg e William Burroughs.
Como são os imprevistos que fazem o mundo girar, Kerouac se acidentou durante um jogo o que o deixou mais tempo na biblioteca de Columbia que no campo e assim passou de futuro astro do SuperBowl a lenda viva de toda um geração que dava seus primeiros passos para mudar de uma vez por todas o mundo como era conhecido.
Os livros de Kerouac não são simples como as estórias de vida que nossos avós nos contam. Qualquer pessoa que ler Os Subterrâneos ou On the Road, fica com aquela sensação de que seu avó está lhe escondendo alguma coisa, pois Kerouac é como uma foto clássica de Woodstock. Ele é o retrato de uma geração. A Geração Beat.
A Geração Beat antecedeu os hippies dos anos 60 e 70 e é nesta fase que as mudanças de comportamento da juventude começa a acontecer com maior destaque. É desta geração que surge a inspiração transgressora dos que protestaram contra o American Way Life, a Guerra do Vietnã e o Capitalismo desmedido. Kerouac já pregava - e praticava - o amor livre antes dos históricos descabelados coloridos, mas em seus últimos anos de vidas tendeu a criticar o movimento hippie e apoiou publicamente a Guerra do Vietnã, talvez opiniões geradas pelo convívio familiar, pois o pai de Kerouac era sempre descrito como um homem moralista e antissemita.
Para saber um pouco mais da vida de Jack Kerouac basta ler seus livros. Viagens, parcerias, lugares, perdas, amores e as mais diversas experiencias, tudo está lá. Kerouac era o tipo de escritor que escrevia sobre o que conhecia e o que ele conhecia era a estrada. On the Road foi escrito, segundo a biografia de Kerouac escrita por Ellis Amburn, em três semanas sob o efeito de drogas, em folhas de papel manteiga que ele juntou formando um rolo para que não precisasse parar para repor o papel da máquina de escrever. Ele escreveu em um ritmo frenético, chamado de prosa espontânea e que em muito se parece com o fluxo de conciência usado por William Faulkner e Virginia Wolfe. Não se preocupou em revisar o texto e o mesmo chegou ao editor com ausência de vírgulas e pontos. Essa forma de escrever marcou a maioria de seus textos, mas em On the Road é muito mais evidente.
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| Rascunho de capa desenhada pelo próprio Jack Kerouac em 1952 |
O sucesso de On the Road não fez bem a mente de Jack e ele, que sempre foi introvertido, se sentiu exposto demais. Suas buscas espirituais e fuga do social estão descritas respectivamente em The Dharma Bums (traduzido no Brasil como Os Vagabundos Iluminados) e Big Sur.
Este ano estréia o filme de Walter Salles baseado em On the Road, cujo elenco possui uma cartela de jovens e promissores atores. Sam Riley será o protagonista Sal Paradise e como Den Mirioarty está Garrett Hedlund conhecido por seu papel em Tron: O Legado (2010). Como Marylou está Kristen Stewart, protagonista da saga Crepúsculo. O filme ainda conta com Kristen Dunst e Alice Braga. O roteiro fica por conta de José Rivera que anteriormente trabalhou com Walter em Diários de Motocicleta (2004).
O filme já tem data de estréia: dia 5 de junho de 2012. Tenho certeza que, assim com eu, todos os fãs de Kerouac estão eufóricos como a iminente data. No último dia 29, a página oficial do filme no Facebook exibiu o poster oficial:
Jack Kerouac morreu de cirrose hepática em 1969 aos 47 anos, ao lado dele estavam sua mãe e sua companheira Stela Sampas, com quem viveu um história de amor digna de um bom livro romântico. Stela era irmã de Sammy Sampas, amigo e mentor de Kerouac, e esperou por mais de vinte anos o regresso de Kerouac a Lowell, cidade natal de ambos.
Fica abaixo a frase que pode definir os valores juvenis de um escritor impar, mesmo que no fim da vida ele tenha esquecido o quão importante é o significado delas.
"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."
Jack Kerouac
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