Nunca tinha organizado uma quadrilha na minha vida. Participei apenas de uma quando estava na 1ª série do fundamental, depois me mudei para uma escola cristã protestante, que - obviamente - não tinha quadrilhas de São João, então foi divertido experimentar algo tão comum sob o ponto de vista de quem produz.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Arraiá do Rômulo 2011
Bem... O colégio onde estagio entrou em recesso junino, por isso imaginei ter mais tempo para uma pessoa muito importante: EU. Mas as coisas não saíram como eu planejei. A greve das UEBAS acabou e eu tenho que voltar à vida de estudante universitária, insone e maltrapilha. Reclamações a parte, com o tempo extra da greve, pude me dedicar com mais afinco ao estágio e as outras atividades do RG, o COM-VIDA do qual já falei no post anterior e agora ajudei a organizar a quadrilha de encerramento do semestre letivo. Isso aí... quadrilha porque estamos no Nordeste e é tradição as quadrilhas escolares.
domingo, 15 de maio de 2011
I Encontro Estadual de COM-VIDA
Estive nos últimos dias 11, 12, e 13 em Salvador para o I Encontro Estadual de COM-VIDA nas escolas. Fui acompanhada de uma amiga e aluna Eliziane Costa e apresentamos a COM-VIDA da nossa escola e os nossos projetos para esta ano. Abaixo a reportagem da SEC com Eliziane e ilustrada com sua foto e algumas fotos que tiramos do evento:
Publicado qui, 12/05/2011 - 16:46 por Assessoria de Comunicação - ASCOM
Encontro apresenta Comissões de Meio Ambiente das escolas
Uma mostra de atividades escolares voltadas para o bem estar socioambiental marcou, na quinta-feira (12/05), o segundo dia do I Encontro Estadual das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (COM-VIDA). Cerca de 300 pessoas participam do evento, que acontece, até esta sexta-feira (13), no Hotel Vilamar – Amaralina, em Salvador.
Presentes em 98 escolas estaduais da capital e do interior da Bahia, as Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida trazem vida nova às escolas e às comunidades. Segundo a estudante Eliziane Moraes Costa, do Colégio Democrático Professor Rômulo Galvão, em Elísio Medrado (a 240 km de Salvador), depois da COM-VIDA, todos estão mais conscientes e empenhados em resolver problemas e acabar com maus hábitos.
No município, Eliziane Moraes conta que o destino do lixo rural e a poluição do Rio Jucutinga estão entre as maiores preocupações dos estudantes: “a cidade é pequena e tem coleta de lixo da área urbana. Junto com os professores, estamos pensando uma forma de melhorar essa situação. É complicado porque só temos uma caçamba de lixo, mas não vamos desistir”. Sobre o rio que esteve bastante degradado e agora vive melhor, ela declara: “Foi uma pontinha que começou a deslanchar. Conseguimos apoio da prefeitura para a limpeza, mas ainda precisamos de mais”.
Sustentabilidade – As Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (COM-VIDA) integram o Projeto Juventude em Ação e têm a responsabilidade de criar espaços de socialização da educação ambiental dentro das escolas. “São instrumentos para fortalecer ações voltadas para a sustentabilidade nas escolas em todas as suas dimensões: currículo, gestão e estrutura física”, ratifica a coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Solange Rocha.
De acordo com o diretor de Projetos Especiais da Secretaria, Paulo Valente, até 2014, “o número de Comissões de Meio Ambiente nas escolas deve aumentar, tanto por iniciativa da Secretaria da Educação, como por iniciativa das próprias escolas que, a partir de agora, funcionam como multiplicadores para defender a ética, a cidadania e o respeito à vida”.
Multiplicadores – O Estudante Edson da Cunha, este ano, precisou mudar da Escola Estadual Vale dos Lagos para o Colégio Estadual Davi Mendes, ambos em Salvador, mas não abriu mão de representar a COM-VIDA da antiga escola no encontro. Os planos de Edson agora envolvem a implantação da comissão no atual colégio. “Eu estou preparando um jeito de me juntar com uns três ou quatro colegas para apresentar a COM-VIDA, porque a idéia é muito legal. Interagem professores, alunos, gestores e ajuda a resolver muitos problemas da escola, além de criar projetos para comunidade”, diz Edson.
Fotos:
| Eu, a professora Lia (DIREC 29), Raquel Trajber coordenadora geral de Educação Ambiental do MEC e Eliziane Primeiro dia: recebimento do Selo COM-VIDA
|
| Eu, Eliziane e o organizador do evento Fábio Barbosa técnico da coordenação de Educação Ambiental da Secretaria da Educação, com um dos banners que levamos para ilustrar nossas realizações com a COM-VIDA |
| Eliziane e eu com nosso segundo banner |
| A repórter da Secretaria de Educação entrevistando Eliziane sobre as realização da COM-VIDA no Rômulo Galvão e na cidade de Elísio Medrado |
![]() |
| Com a mão na massa já no terceiro e último dia de evento. Tiveram oficinas diversas e eu fiquei com a de tintas naturais. As oficinas foram realizadas no Colégio Estadual Dr Luiz Rogério Souza |
![]() |
| Os alunos do Colégio terminando a nossa oficina. A tinta utilizada é feita com argila, como era no tempo dos homens das cavernas |
| A coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria da Educação do Estado da Bahia Solange Rocha já no último dia de evento |
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Velhos Hábitos, Novos Hábitos - Furoshiki
A nova (bem batida) onda ecológica, tem si feito presente em todos os níveis: as empresas querem selos ecológicos, os governos querem parecer mais ecológicos, as escolas pretendem ensinar mais ecologia e assim por diante... Mas muitas vezes trata-se de adquirir hábitos antigos como novos hábitos.
Deixe-me explicar. O usos de sacolas plásticas não é coisa de muito tempo; elas surgiram no fim da década de 50 (fim da 2ª Guerra e Guerra Fria - capitalismo à mil) e era considerada símbolo de status para as lojas de supermercado e por consequência para seus clientes também, ou seja, elas têm pouco mais que 60 anos. O problema é que - infelizmente - elas vão durar bem mais que os nossos aposentados, cerca de 300 anos.
![]() |
| A assassina de tartarugas |
Bem, para encurtar este post, antes da amaldiçoada sacola plástica aparecer para entupir os bueiros e voarem sem rumo por aí, as pessoas levavam sacolas de casa para fazerem suas compras, elas eram feitas de tecido ou de palha ou de um material trançado que eu acho que era plástico, mas mais resistente, as sacolas levavam anos na mão das donas de casa zelosas.
![]() |
| A sacola da feira |
![]() |
| Estilosa feita com palha |
Por que escrevi o post? Vi uma reportagem sobre cultura nipônica e apareceu nela uma mocinha com seu bentô muito bem enrolado no Furoshiki.
![]() |
| Bentô = Marmita japonesa Ao lado um bentô embrulhado => |
O furoshiki é um embrulho tradicional do Japão que pode ser definido basicamente como um quadrado de tecido onde são feitos nós "estratégicos" para cada tipo de material a ser embrulhado. As pesquisas dizem que ele surgiu durante a era Edo e permaneceu em uso até o fim da 2ª Guerra, quando surgiram as terríveis sacolas plásticas.
É possível embrulhar qualquer coisa que possa também ser transportada por uma pessoa, como marmitas de almoço, garrafas, presentes, caixinhas de doces e mais um infinidade de coisas. São muito bonitos e de pendendo do tecido chegam até a substituir uma bolsa de passeio. Mas vamos as aulas:
Os vídeos abaixo são ótimos, um é em português e o outro, apesar de ser em japonês é vídeo-explicativo:
Fora estes, tem muitos outros no Youtube (a sala de aula dos tempos modernos).
sábado, 30 de abril de 2011
Meredith Dittmar - Arte em Cerâmica Plástica
Já faz algum tempo que estou interessada em Cerâmica Plástica (Polymer Clay), mais precisamente desde que comecei a me interessar nas figures dos personagens de anime e mangá que acompanho.
![]() |
| Rei Anami - Evangelion |
![]() |
| Allen Walker - D-Gray Man |
Como ainda não tive oportunidade para por a mão na massa (literalmente falando), eu me dediquei a pesquisa de artista que trabalham com este material e, no meio de muitos trabalhos, o trabalho de Merdith Dittmar foi aquele de absorveu toda minha atenção.
![]() |
| Meredith Dittmar |
Ela usa o polymer clay da forma mais artística que eu já vi. Ser humanos animalizados, animais humanizados, uma mistura do que parece ser natureza de ficção científica, que nos causa estranhamento ao mesmo tempo em que é agradável de apreciar. Já outras obras são tão bucólicas que sequer nos parece irreais.
![]() |
| Estes dois são os meus favoritos |
Tem muito mais no Flickr da Meredith e é possível comprar online:
É a elevação do comum ao extremo da arte!
domingo, 20 de março de 2011
As Faces do Cisne e reinvenção de Tchaikovsky
As diversas adaptações que Swan Lake (O Lago dos Cisnes) já sofreu faz com que sua história seja uma das mais conhecidas do mundo, mas também sintetiza muitos detalhes que abrilhantam a peça original.
O conto de fadas alemão, dizem, atribuído a E. T. A. Hoffmann, ganhou a atenção do Teatro Bolshoi de Moscou que encomendou a Piotr IIyich Tchaikovsky as músicas para o ballet.
A primeira adaptação do conto não obteve sucesso apesar na bela música, mas em 1895 os coreógrafos Marius Petipa e Lev Ivanov fizeram do Lago dos cisnes um sucesso mundial do ballet com sua versão para o Teatro Marinsky, em São Petersburgo.
Os pontos interessantes das adaptações geralmente estão no começo e final da peça. No conto, a mãe de Odete chora tanto que cria o lago no qual vive a princesa, parte cortada da maioria das apresentações. A dualidade de Odete e Odile nem sempre foi exposta na peça, somente a partir da década de 40 Odile ficaria conhecida como o Cisne Negro.
Eu não sei qual é a opinião o resto do público, mas, a meu ver, a obra sem o Cisne Negro não tem atrativo algum. Toda a dualidade mostrada, desde o nome até a aparência, é o que torna a peça um sucesso e o que fez do filme Black Swan (Cisne Negro) o meu filme eleito de 2010.
No filme do diretor Darren Aronofsky a dualidade dos personagens Odete e Odile está representada na personagens principal Nina, interpretada por Natallie Portman, uma bailarina que mora com a mãe Érica (Barbara Hershey) e ao ganhar o posto de prima ballerina vê sua mente desmoronar para interpretar o lado dark dos seus papéis e pela primeira vez vê aflorar uma sensualidade (e maldade) que antes parecia não apresentar.
Outros pontos também chamam atenção no filme, como a maneira infantil de Nina ser tratada pela mãe, os abusos que ela sofre do diretor do ballet, Thomas Leroy (Vincent Cassel), a sua amizade/rivalidade com a bailarina Lily (Mila Kunis) e o sofrimento e pressão por trás do glamour do Ballet.
Todo o filme merece aplausos, mas há cenas que fazem você se concertar na cadeira e até mesmo se inclinar para frente. Óbvio que o destaque vai para as diversas alucinações de Nina, que chegam ao ponto do medo desejado.
Na trilha sonora o brilhantismo fica por parte das adaptações da música original de Tchaikovsky por Clint Mansell.
Assistam o trailer e depois o filme:
Acabei desenhando inspirada no filme:
Bjs!!!
Assinar:
Postagens (Atom)




































